Anticoncepcional engorda? Acredite, esse é o menor dos problemas!

anticoncepcional principal.001

Aumento de peso, retenção de líquido e sensação de inchaço, dor de cabeça, aumento de celulites, diminuição da libido… Esses são os efeitos colaterais mais conhecidos das pílulas anticoncepcionais.

E apesar de serem sintomas bem desagradáveis, é provável que, ao comentar isso com alguma amiga ou até com seu médico, eles tenham dito que é normal.

Mas eu digo que não!

Não é normal sentir dor ou qualquer desconforto por causa de uma medicação.

E mesmo que você não sinta nenhum efeito colateral, isso não quer dizer que você está livre deles. As consequências das pílulas anticoncepcionais muitas vezes são silenciosas, seja porque você é jovem ou porque não está ouvindo com atenção aos sinais que seu corpo emite.

Eu sou mulher, já tomei pílula por 4 anos seguidos e não foi fácil deixar de tomar. Entendo perfeitamente que fazer uso de anticoncepcionais orais é prático e nos garante certa autonomia em relação ao nosso corpo.

Minha intenção é mostrar a você o que acontece no seu corpo ao fazer uso destes medicamentos e, com esse conhecimento, você possa decidir o que é melhor para sua vida, inclusive se você tiver endometriose ou síndrome dos ovários policísticos.

Então, neste artigo, você verá:

  • Por que os anticoncepcionais podem sim fazer você engordar, além de dificultar o ganho de massa muscular;
  • Os problemas relacionados ao uso de anticoncepcionais, desde diminuição da libido até câncer e infarto;
  • Meu depoimento sobre o DIU de cobre e por que optei por usar este método contraceptivo sem hormônios sintéticos.

Preparada para saber tudo sobre pílulas anticoncepcionais?

Então tenha em mente que conhecimento liberta e continue lendo esse artigo!

O que são pílulas anticoncepcionais?

shutterstock_96778486

Momento ciência: Pílulas anticoncepcionais nada mais são que hormônios sintéticos. Em geral, são constituídas pela união de um hormônio chamado etinilestradiol com progestogênio derivado do Carbono 19 e do carbono 17. A mãe desse progestogênio chama-se medroxiprogesterona.

Traduzindo: O corpo humano não é capaz de produzir essas substâncias e sequer possui receptores para elas. No entanto, esses hormônios imitam o estrogênio e a progesterona, hormônios naturais da mulher, responsáveis por controlar seu ciclo.

Esses hormônios artificiais presentes nas pílulas enganam o organismo, fazendo com que você não produza naturalmente seus hormônios e, consequentemente, não ovule.

Quando a pílula é tomada de forma ininterrupta, a mulher não menstrua. E mesmo quando há interrupção do remédio, a menstruação é falsa, pois não há óvulo sendo expelido.

Além disso, inúmeros estudos, como esse aqui, sugerem que o simples fato de você ingerir essas pílulas via oral já é um grande erro. Hormônios sexuais/esteroidais não deveriam passar pela boca e pelo trato digestório. O ideal seria introduzi-los direto na corrente sanguínea.

Quando esses hormônios passam pelo sistema digestório, são gerados inúmeros subprodutos (metabólitos), e caso a dose restante, que se assemelha ao hormônio próprio do corpo, for insuficiente para inibir a produção dos hormônios naturais da mulher, ela ovulará e poderá engravidar.

Ou seja, o anticoncepcional eficiente é aquele que deixa a mulher com níveis hormonais de uma mulher na menopausa, pois em troca, o corpo receberá os remédios hormonais das pílula.

Imagine usar essas pílulas desde a adolescência até a maturidade. Quando a mulher chega de fato ao período da menopausa, está sem a proteção dos seus hormônios, o que aumenta o risco de trombose, infarto e derrame.

O pior (ou tão ruim quanto) é que estes hormônios sintéticos são percebidos de certa forma como agressores para o metabolismo e uma das respostas que o corpo dá é tentar “prender” o máximo possível destas substâncias hormonais.

Uma das maneiras com que nosso organismo se defende é através do fígado, órgão que sofre com a passagem e metabolização desses falsos hormônios.

O fígado então libera uma enorme quantidade de SHBG na corrente sanguínea. SHBG é uma globulina ligadora/transportadora de hormônios sexuais, que ao se atrelar aos hormônios, diminui a concentração dos livres e biodisponíveis.

É como se a SHBG fosse o ônibus e os hormônios fossem os passageiros. Os hormônios só podem atuar quando estão livres, e não quando estão sendo transportados.

E isto não seria tão ruim se não houvesse uma falha gravíssima neste processo: a SHBG tem uma afinidade muito alta pela testosterona. E a seguir você vai entender como baixos níveis de testosterona podem afetar tudo em você, desde a libido até funções cerebrais.

Testosterona: ela não é um hormônio exclusivo dos homens

testosterona segundo as mulheres

Se você toma pílula anticoncepcional, provavelmente não está usufruindo de níveis normais de testosterona e posso garantir que os benefícios são incontáveis.

Este hormônio tem uma produção total, e uma parte dessa produção fica ligada a uma proteína chamada albumina e a outra parte fica ligada à proteína carregadora de hormônios sexuais, a SHBG. Acabamos de falar sobre ela, lembra?

Bom, se apenas uma pequena fração da testosterona fica disponível para ser usada (entre 1 e 2%), o fato de os anticoncepcionais estimularem a produção de SHBG faz com que tenhamos ainda menos testosterona livre e biodisponível executando suas funções em nossas células.

A SHBG se liga de forma tão intensa à testosterona, que ao invés de apenas proteger o corpo dos remédios de hormônios, acaba deixando a mulher praticamente sem testosterona! Em alguns casos, os níveis de testosterona livre ficam tão baixos, que se torna impossível mensurá-los na corrente sanguínea.

E a importância da testosterona vai muito além da libido, tanto para homens como para mulheres. De fato, os homens produzem mais testosterona, cerca de 20 a 30 vezes mais que as mulheres.

Mas nós também produzimos este hormônio e, pasme, ele é responsável por mais de 200 funções em nosso corpo!

Boa parte das pessoas desconhece o papel essencial que este hormônio exerce no organismo humano, através de suas funções anabólicas e de reparo celular. De todas as centenas de funções, apenas uma delas (e também a mais comentada) é a estimulação da libido.

E o pior é que a visão geral das mulheres a respeito da testosterona é bem simplista. A maioria pensa que ter este hormônio circulando pelo corpo é sinônimo de pêlos, engrossamento de voz e masculinização.

Porém, níveis adequados não provocam efeitos colaterais e as funções positivas são infinitamente mais importantes para a saúde.

Para você ter uma ideia, o órgão que mais tem receptores para este hormônio em todo corpo é o coração, em segundo lugar vem o cérebro e em terceiro, os ossos!

Então, com baixos níveis de testosterona, você fica mais susceptível a doenças cardiovasculares, problemas e alterações na função cerebral e osteoporose. Mas como se esses não fossem graves o suficiente, os problemas não param por aí.

Aumento da gordura corporal e dificuldade de ganhar músculos

shutterstock_205290802

A ideia de que anticoncepcional engorda não é uma lenda, pelo contrário, é bem real. Além de alguns dos hormônios sintéticos presentes nas pílulas favorecerem a retenção líquida, o que causa inchaço e, consequentemente, aumento de peso, a deficiência da testosterona tem muito a ver com isso.

Do ponto de vista comportamental, as mulheres são mais afetadas por uma diminuição dos níveis de testosterona.

Alguns dos problemas relacionados à deficiência deste hormônio são o aumento da gordura corporal e a dificuldade de ganhar massa muscular, além da retenção de líquidos, inflamação crônica e aumento da celulite.

Por isso é muito comum ver mulheres que malham de maneira consistente e até pegam pesado, mas que têm pouco ou nenhum resultado. Isso acontece porque a testosterona aumenta a captação de aminoácidos e a síntese de proteínas no músculo, colaborando para a hipertrofia muscular.

A deficiência de testosterona não só dificulta o ganho de músculos, como ocasiona perda de massa muscular e óssea, força, e favorece o armazenamento de gordura.

Por outro lado, com mais massa muscular, seu corpo consome mais calorias, o que ajuda no processo de emagrecimento. Neste artigo, explico detalhadamente como a musculação emagrece e, inclusive, por que é mais eficiente que exercícios aeróbicos.

Mas ainda sobre a testosterona, a queima de gordura corporal e o processo de emagrecimento são favorecidos quando seus níveis estão normais em seu organismo, já que ela ajuda a reduzir a ação do cortisol, hormônio que contribui para o acúmulo de gordura.

Além disso, alterações nos níveis deste hormônio também afetam o metabolismo, que por sua vez afeta os níveis de energia gastos pelo nosso corpo, podendo ainda ocasionar muito desânimo, falta de disposição e até fadiga crônica.

E o pior é saber que a pouca divulgação dessas informações movimenta uma indústria bilionária, já que as consequências da diminuição da testosterona fazem com que as mulheres gastem uma fortuna com cosméticos, tratamentos estéticos e cápsulas.

Tudo isso na tentativa de resolver a flacidez, celulite, aumento de gordura localizada, o que, sem normalizar os níveis de testosterona, será bem difícil, para não dizer impossível.

» Leia também: Efeito Sanfona: Por que contar calorias não funciona e o que fazer a respeito

Diminuição da libido e dificuldade de alcançar o orgasmo

shutterstock_74652706

A perda de libido feminina é multifatorial. Entre os fatores que contribuem para que isso aconteça estão o estresse, acúmulo de funções (profissional, mãe, esposa, dona de casa) e uma vida afetiva ruim.

Porém, nos últimos anos, cientistas estão dando mais atenção aos contraceptivos hormonais e seus efeitos na vida sexual das mulheres.

Um estudo alemão avaliou 1.046 mulheres em idade fértil que tomavam pílula há pelo menos seis meses. Destas, um terço tinha algum tipo de disfunção sexual, que ia desde a perda total da libido, passando pela dificuldade de chegar ao orgasmo e até mesmo dor durante o ato sexual.

E mesmo mulheres que afirmam não ter diminuição da libido, como ter certeza disso se você faz uso dessas pílulas desde que iniciou a vida sexual, ou até antes?

De fato, a quantidade de testosterona livre está intimamente ligada à estimulação da libido, tanto feminina quanto masculina.

Como as pílulas anticoncepcionais comprometem os níveis de testosterona livre, é uma consequência óbvia ter diminuição do desejo sexual.

Mas há uma série de hormônios que influenciam na libido feminina, como: (Fonte: Drº Roberto Franco Amaral)

  • DHEA – pré-hormônio da testosterona, que regula o humor e energia;
  • Hormônios tireoideanos – comandam  todo o metabolismo e são importantes na regulação da libido;
  • Hormônio do crescimento e somatomedina C – atuam em conjunto com a testosterona;
  • Oxitocina – hormônio do prazer e do orgasmo;
  • Progesterona – hormônio “feel good” (bem-estar) – note que a progesterona é diferente de qualquer progestogênio contido nos anticoncepcionais. Tem papel importantíssimo no bem-estar;
  • Estradiol – o déficit leva à falta de libido, assim como ocorre na menopausa –  o excesso pode suprimir  a progesterona, aumentando a chance de TPM;
  • Estriol – importante na lubrificação vaginal;
  • Prolactina – o excesso, como na amamentação, bloqueia a ação da testosterona e do estradiol/progesterona;
  • Melanotrofina – hormônio que dá cor à pele e também está envolvido na libido;
  • Dihidrotestosterona – metabólito da testosterona e 4 vezes mais potente que ela;
  • Cortisol – gera energia ao longo do dia, ou seja, é importantíssimo ter níveis ideais, nem alto e nem baixo, para se sentir com disposição para o ato sexual;
  • Insulina – níveis altos deste hormônio podem aumentar a quantidade de testosterona livre na mulher, portanto, mulheres obesas podem ter libido aumentada por ter mais testosterona livre;
  • Neurotransmissores – além dos hormônios, ainda existem neurotransmissores que atuam na libido, como a dopamina (deficiência diminui a libido) e serotonina (excesso atrapalha o orgasmo).

E além da questão hormonal, há outros fatores que influenciam na libido, como o uso de alguns medicamentos, tais como ansiolíticos, antidepressivos, estatinas, anti-hipertensivos, medicamentos para emagrecer, entre outros.

Mas a única que realmente pode avaliar seu desejo sexual é você. Por isso a importância de conhecer o próprio corpo e pensar quais fatores verdadeiramente estão afetando sua libido, já que o desejo sexual vai muito além da testosterona.

» Leia também: Como eliminar os sintomas da TPM sem remédios: O Guia Absolutamente Completo

AVC e Infarto: riscos associados ao uso de anticoncepcionais com hormônios

shutterstock_110434406

Uma pesquisa realizada com mais de 1,6 milhão de mulheres concluiu que métodos contraceptivos elevam o risco de uma mulher apresentar um acidente vascular cerebral (AVC) ou um ataque cardíaco.

O estudo foi feito por uma equipe na Universidade de Copenhague, Dinamarca, que investigou durante 15 anos mulheres com idade entre 15 e 49 anos que não possuíam histórico algum de doença cardíaca ou de câncer.

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que as mulheres que fizeram uso de anel vaginal tiveram um aumento de 2,5 no risco de sofrer AVC e infarto.

Já o adesivo e a pílula anticoncepcional elevaram as chances em 1,7 vezes. As usuárias de dispositivo intrauterino e de implantes subcutâneos, no entanto, não ficaram mais propensas ao acidente ou ao ataque de coração.

Felizmente, o estudo mostrou que assim que as participantes deixaram de usar um método contraceptivo com hormônios, as chances de um derrame ou de um ataque cardíaco se tornaram semelhantes às das mulheres que nunca haviam usado um anticoncepcional.

Vale um alerta especial às fumantes, já que alguns estudos apontam que o uso de anticoncepcional combinado ao uso do cigarro aumenta em até oito vezes o risco de AVC.

Isto acontece porque o sangue de fumantes é mais propenso a formação de coágulos, por isso não é indicado o uso de anticoncepcionais para essas mulheres.

Pílulas Anticoncepcionais aumentam o risco de Trombose

shutterstock_195602708

Usuárias da pílula contraceptiva têm até 4 vezes mais chances de desenvolver trombose venosa profunda quando comparadas à população em geral.

Em mulheres fumantes, acima de 35, esse número aumenta drasticamente: essas têm cerca de 10 vezes mais chance de desenvolver o problema do que as que utilizam esse método e não fumam.

E como isso acontece?

A trombose é gerada pela coagulação do sangue no interior das veias, principalmente nos membros inferiores. Se um dos coágulos entrar na corrente sanguínea e chegar aos pulmões, pode causar embolia pulmonar, na qual o risco é fatal.

A pílula anticoncepcional aumenta os riscos de formação de coágulos e por isso aumenta o risco da trombose. Isso é ainda mais preocupante para mulheres que têm histórico familiar ou predisposição para esses problemas.

Sendo que em 90% dos casos, as mulheres não sabem que têm predisposição genética à trombose.

Além disso, um estudo publicado em 2015 no The British Medical Journal avaliou as chances de tromboembolismo, comparando mulheres que usam anticoncepcionais de segunda e terceira geração.

O resultado apontou que os medicamentos considerados mais modernos aumentam consideravelmente as chances de coágulos e trombose.

Pílulas com gestodeno (como Mirelle, Gynera, Femiane e Tâmisa 20), com drospirenona (Yaz, Elani Ciclo e Yasmin) e acetato de ciproterona (Diane 35) são algumas delas.

O risco quadruplica em relação as pílulas que contém etinilestradiol e levonogestrel.

E mesmo a própria Anvisa alertando que qualquer mulher pode sofrer trombose depois de usar anticoncepcionais hormonais, esses remédios continuam sendo comercializados normalmente no Brasil, sem a necessidade de receita.

Antes que você pense que é algo muito raro de acontecer, vale dizer que, em primeiro lugar, aqui no Brasil as vítimas não se interessam em procurar o poder público, seja por medo ou descrença de que algo será feito.

Mas no Facebook, por exemplo, existe um grupo chamado Vítimas de Anticoncepcionais – Unidas a Favor da Vida, com quase 80 mil mulheres. E centenas delas relatam graves problemas sofridos com o uso da pílula, fora os efeitos que muita gente acha normal.

Em um contexto global, nos últimos anos, os Estados Unidos e a Europa passaram a debater intensamente os riscos dos anticoncepcionais.

A discussão ganhou espaço após surgirem relatos de efeitos adversos graves e de centenas de mortes, principalmente entre consumidoras das pílulas à base de drospirenona (Yaz, Elani Ciclo e Yasmin ), substância sintética que tenta imitar a progesterona.

Com leve ação diurética, ela ajuda na eliminação do sal. Além de evitar a gravidez, o produto, lançado nos Estados Unidos em 2001 e no Brasil em 2003, prometia reduzir a oleosidade da pele, evitar inchaços e atenuar sintomas da tensão pré-menstrual.

De fato, foi um sucesso global, até que se acumularam os relatos dos sérios efeitos colaterais e vieram à tona os processos contra o fabricante.

Até 2014, a Bayer havia pagado US$ 1,7 bilhão para liquidar 8.200 ações de pacientes e familiares na Justiça americana. Mais casos estão pendentes em tribunais estaduais e federais dos Estados Unidos.

Alterações no humor e no sono causadas pelo anticoncepcional

shutterstock_192059993

O uso de pílulas anticoncepcionais pode desencadear problemas como dores de cabeça, alterações bruscas de humor, enjôos, mal-estar, ansiedade e até depressão.

Todos esses efeitos constam na bula, inclusive, mas além das letras minúsculas, a linguagem é inacessível a boa parte das pessoas.

Além disso, quando a ingestão de anticoncepcional ocorre à noite, acontece um bloqueio da produção de melatonina, hormônio natural produzido pelo cérebro durante a noite que nos induz ao sono.

Com o bloqueio da sua produção, há uma diminuição da qualidade das fases do sono, diminuição na produção dos hormônios noturnos como o GH (hormônio de crescimento), diminuição da imunidade, maior desgaste celular e físico, entre outros problemas.

Inclusive, estudos recentes provam que a melatonina, além de ajudar a dormir, auxilia no emagrecimento, combate a diabetes, controla a enxaqueca e nos protege contra os danos do mal de Alzheimer.

Portanto, se você optar por continuar usando pílulas anticoncepcionais, diminua os efeitos negativos ingerindo-as pela manhã ou tarde.

Anticoncepcionais são cancerígenos (mas com ressalvas)

shutterstock_141299494

Quando se fala sobre o risco de hormônios causarem câncer, poucos são os que mencionam o fato de os anticoncepcionais serem remédios de hormônios com alto potencial carcinogênico.

Contraceptivos orais foram reclassificados pela Organização Mundial de Saúde como potencialmente cancerígenos, estando na mesma classe do Tabaco e Asbesto/Amianto! O relatório oficial está disponível aqui.

Porém, a IARC, Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer, responsável pelo estudo, faz uma ressalva: embora aumentem os riscos de câncer no geral, anticoncepcionais servem para proteger contra câncer de ovário e do endométrio, tecido que reveste a cavidade intrauterina.

Síndrome dos Ovários Policísticos e Endometriose: será que pílula anticoncepcional é sua única opção?

shutterstock_174191402

Há algum tempo os anticoncepcionais deixaram de ser prescritos apenas para evitar a gravidez e passaram a ser recomendados para problemas como acne, cólicas, irregularidades no ciclo menstrual, além de Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e Endometriose.

Mas o anticoncepcional não é tratamento ou cura para doença ginecológica, a pílula apenas mascara os sintomas.

Sendo assim, quem não sente os efeitos colaterais do medicamento, percebe um alívio dos sintomas menstruais. Porém, caso pare de usar a pílula, volta a sentir tudo outra vez.

Isso não é tratamento, é controle de sintomas. Mas cabe a você não se acomodar com a pílula e procurar alternativas ao seu problema.

Tenha certeza de que o mais fácil nem sempre é melhor, especialmente em longo prazo, e que a indústria farmacêutica fatura muito dinheiro às custas da nossa saúde e nosso bem-estar.

Veja a seguir o que você pode fazer em cada caso, contando com o auxílio de um profissional capacitado, que se importe mais com seu bem-estar do que com aquilo que é cômodo para ele.

Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)

shutterstock_177851702

Em primeiro lugar, vale deixar claro que SOP não pode ser diagnosticada apenas por ultrassonografia. Apresentar cistos nos ovários pode ser algo normal dependendo da fase do ciclo em que você fez o exame.

Para diagnosticar a SOP, o médico precisaria pedir testes sanguíneos e ter em mente que não existe apenas um tipo de SOP, pois inúmeras condições hormonais estão envolvidas no bom funcionamento dos ovários.

Na maioria das mulheres, o principal problema é nutricional.

A síndrome está relacionada com a resistência à insulina, causada por uma alimentação rica em açúcar, além de obesidade, tabagismo, gorduras trans e toxinas ambientais.

Alta insulina e leptina impedem a ovulação e estimulam os ovários a produzir testosterona. Esse é o motivo de mulheres com SOP desenvolverem sintomas secundários como queda de cabelo, acne e infertilidade.

A SOP também está relacionada à carência de iodo, já que os ovários precisam dele para funcionar perfeitamente. E por esse mesmo motivo é comum a associação de SOP com hipotireoidismo.

Em ambos os casos há desequilíbrio hormonal entre progesterona e estrogênio e isso tem sido cada vez mais comum devido à intoxicação ambiental a que estamos expostos.

Nesses casos, algumas causas podem incluir o consumo de derivados de soja, já que a soja é um anti-estrógeno e pode bloquear a ovulação em algumas mulheres; xenoestrógenos presentes em cosméticos, plásticos e até agrotóxicos.

Há ainda a SOP induzida por anticoncepcional ou pós-pílula. Isto acontece quando a supressão da ovulação ocasionada pela pílula se estende por meses ou até por anos depois que a mulher parou de tomá-la.

Durante este período, não é incomum receber o diagnóstico de SOP. Mas o fato é que você pode ter meses nos quais não ovula, sem que isso signifique que você tem a condição permanente de SOP.

Alguns métodos alternativos às pílulas são:

  • Dieta de baixo carboidrato para diminuição de insulina;
  • Exercícios físicos regulares, já que ajudam a sensibilizar a insulina;
  • Eliminação de xenoestrôgenos da rotina, como bisfenol e soja;
  • Diminuição ou eliminação de produtos lácteos;
  • Uso de progesterona bioidêntica para regular a predominância estrogênica;
  • Indol 3 Carbinol e Crisina, pois controlam os níveis de estrógenos;
  • Sensibilizadores da insulina como a metformina;
  • Bloqueio de DHT com medicamentos alopáticos ou fitoterápicos.

Leia mais sobre a SOP nestes dois ótimos artigos que usei como referência e sempre procure por acompanhamento profissional (e não se contente com profissionais ruins!):

Endometriose

shutterstock_268817744

A endometriose é uma doença caracterizada pela presença do endométrio, tecido que reveste o interior do útero, fora da cavidade uterina, isto é, nas trompas, ovários, intestinos e bexiga.

Todos os meses, o endométrio fica mais espesso para que um óvulo fecundado possa se implantar nele. Quando não há gravidez, esse endométrio que aumentou descama e é expelido na menstruação.

Em alguns casos, um pouco desse sangue migra no sentido oposto e cai nos ovários ou na cavidade abdominal, causando a lesão endometriótica.

De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose, entre 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva (13 a 45 anos) podem desenvolvê-la e 30% tem chances de ficarem estéreis. Hoje, a doença afeta cerca de seis milhões de brasileiras.

O tratamento padrão visa suspender a menstruação através do uso de pílulas anticoncepcionais e, assim, acredita-se que está tudo resolvido.

Porém, as causas da endometriose incluem:

  • Excesso de estrogênio por produção própria;
  • Excesso de xenoestrógenos, substâncias que imitam a ação hormonal e, como dito acima, estão presentes no meio ambiente, além de alimentos, cosméticos e etc;
  • Destoxificação – processo natural de eliminação de metabólitos – deficiente;
  • Deficiência de progesterona;
  • Desequilíbrio imune;
  • Inflamação.

Sendo assim, alguns tratamentos para essa patologia são (Fonte: Drº Barakat):

  • Excluir ou ao menos diminuir a ingestão de alimentos inflamatórios, como trigo, açúcar, etc;
  • Apostar em folhas, vegetais e frutas orgânicos, ovos caipiras, peixes marinhos de pequeno porte, castanhas e outras nozes, grão de bico, óleo de coco, azeite de oliva;
  • Ingerir bastante água diariamente;
  • Remover o máximo de xenoestrógenos possível: aquecer comida/bebida em recipientes plásticos; filtro solar (4-MBC, benzofenonas, OMC, PABA-OD); produtos de higiene/beleza com parabenos;
  • Usar progesterona bioidêntica: evita passagem no fígado congestionado;
  • Analgésicos/anti-inflamatórios naturais manipulados/chá: Alfa lipoico, pycnogenol, cúrcuma, resveratrol, quercetina, rutina, boswellia, gengibre, alecrim, canela, camomila, hortelã;
  • Modular imunidade com terapia específica;
  • Cuidar do intestino: fibras, lactobacilos e reguladores, pois a imunidade começa nele;
  • Controle do estresse: fitoterapia, regulação do sono (melatonina, 5HTP, teanina, etc), técnicas de relaxamento;
  • Usar nutrientes base para imunidade, regulação hormonal, controle de cólicas e humor: Vitamina B6 (+B1+B2+B3+B5), Selênio, Zinco, Magnésio, Cálcio, Ômega 3, Vitamina A, C, D2, E, Ferro;
  • Controle do peso: a gordura causa alta produção de estrógenos;
  • Prática de atividade física regularmente. Sugestão: Exercício de Kegel alivia sintomas de bexiga e Postura do gato (yoga) alivia cólicas

Ou seja, se você deseja curar a doença, é preciso, sobretudo, adotar um estilo de vida saudável. O uso de anticoncepcionais apenas alivia os sintomas. Para ajudar neste processo, recomendo a leitura deste artigo sobre os 5 mitos que impedem você de emagrecer com saúde.

Analise a sua própria realidade e busque caminhos de cura, caminhos de saúde que tornem você livre, e não escrava de qualquer tipo de medicação.

» Leia também: Hábitos Saudáveis: 14 maneiras descomplicadas de elevar sua qualidade de vida [Parte I]

Alternativas à pílula anticoncepcional

métodos.001

Bom, antes de qualquer coisa vale deixar claro que nenhum método contraceptivo é 100% eficaz, portanto, NENHUM MÉTODO CONTRACEPTIVO É INFALÍVEL!

Em letras maiúsculas, porque mesmo sabendo que todo contraceptivo pode falhar, as pessoas cismam em dizer que “fica grávida quem quer”.

Qualquer mulher que transe pode engravidar. O problema, na verdade, é que muita gente não quer que eu, você ou qualquer outra mulher transe. #fikdik

Mas vamos transar protegidas, certo?

Bom, se o problema em tomar pílulas anticoncepcionais são os efeitos provocados pela exposição contínua a hormônios, outros métodos com esse sistema também devem ser evitados.

Sendo assim, injeções, adesivos, implantes, anéis e dispositivos intrauterinos hormonais não são as melhores opções. Isso, claro, de forma geral, pois cada caso é um caso.

Mas acredito que, se você leu e entendeu o artigo, vai preferir optar por métodos sem hormônios. E sem hormônios é diferente de ter pouco ou menos hormônio.

Essa ideia de que os anticoncepcionais atuais têm menos hormônios e por isso são menos prejudiciais não está totalmente errada. De fato, eles têm menos hormônios se comparados aos anticoncepcionais de décadas passadas.

Mas imagine tomar um pouco de hormônios diariamente, às vezes por meses, anos ou até por décadas.

Tenha certeza que em algum momento o seu corpo vai cobrar o preço por isso. Vamos ver o que você pode usar para se proteger de uma gravidez indesejável.

Camisinha:

shutterstock_219762943

A camisinha é o método mais popular de contracepção, já que previne também a contaminação de doenças sexualmente transmissíveis.

É um dos métodos contraceptivos mais eficientes, pois apresenta uma taxa de 90 a 95% de eficácia na prevenção da transmissão de DST’s e gravidez.

Deve ser utilizada em todas as relações sexuais. É acessível a todas as pessoas e não há contraindicação.

A mais comum é a camisinha masculina, mas também existe a camisinha feminina. E, por favor, não conte que seu parceiro sempre estará com uma.

Previna-se! Ande sempre com uma camisinha na bolsa e exija que seu parceiro use. Se ele achar que é falta de confiança da sua parte, dispense o parceiro. 😉

Diafragma:

6_20150525mbZHAP

O diafragma é um anel flexível envolvido por uma borracha fina, que impede a entrada dos espermatozoides no útero.

Para que ele funcione corretamente, a mulher deve colocá-lo dentro da vagina cerca de 15 a 30 minutos antes da relação, e retirá-lo 12 horas após o ato sexual.

Por se tratar de um procedimento de barreira e não hormonal, não possui efeitos colaterais e ainda apresenta uma grande vantagem: a redução do risco de câncer de colo do útero.

A chance de falha desse método contraceptivo é 10%, por isso recomenda-se o uso conjunto com o espermicida para proporcionar uma maior eficácia.

Para começar a usar o diafragma como método contraceptivo, a mulher precisa consultar seu ou sua ginecologista para saber o tamanho que melhor se adapta à vagina.

Vale dizer que, ao contrário da camisinha, o diafragma não é descartável, podendo ser utilizado por até 3 anos. Mas se a mulher engravidar ou ganhar peso, o diafragma deverá ser trocado.

O cuidado com o anel é essencial para o seu funcionamento preventivo. Por isso, após a última relação sexual, deve ser retirado, higienizado com água e armazenado corretamente. Esse método não pode ser utilizado durante o período do fluxo menstrual.

Contraindicação: Mulheres virgens, com alergia a látex ou que tenham problema no colo do útero não podem usar o diafragma.

Como o diafragma deve ser utilizado:

  • Primeiramente, urinar e higienizar as mãos;
  • Colocar um pouco de creme espermicida dentro do diafragma;
  • Dobrar o diafragma e introduzi-lo em direção ao fundo da vagina;
  • Ajustar a borda do diafragma no osso pubiano com o dedo indicador.

Capuz Cervical

La-esponja-vaginal-al-igual-que-el-diafragma-y-el-capuchon-cervical-se-coloca-al-final-del-cuello-uterino

Capuz cervical é um método de contracepção do tipo barreira. Ele se encaixa no cérvix e bloqueia a entrada do esperma no trato reprodutor feminino.

O capuz cervical parece um copinho e pode ser feito de látex ou silicone. Seu tamanho comparado ao diafragma é menor.

Lavável e reutilizável, dura de 1 a 2 anos. Pode ser usado junto com espermicida (colocado dentro do capuz cervical antes de inserir na vagina, e diretamente na vagina após a inserção do capuz cervical).

Pode ser colocado algumas horas antes da relação e deve permanecer na vagina por algumas horas depois da relação, antes de ser retirado.

Você pode conhecer todas as opções de contracepção existentes nesse site aqui, e saber, inclusive, a taxa de falha de cada uma delas, além de métodos muito interessantes baseados na percepção da fertilidade.

A seguir vou falar do método que eu uso, o DIU (dispositivo intrauterino) de cobre e por que optei por ele.

Meu depoimento sobre DIU de cobre e por que decidi usá-lo

shutterstock_174197693

Eu comecei a usar pílulas anticoncepcionais aos 18 anos e fiz uso delas por 4 anos seguidos. Sinceramente, nunca tive problemas visíveis com o uso da pílula, então nunca sequer questionei o uso delas.

Eu só comecei a me atentar para esse fato depois de começar a me consultar com um nutricionista esportivo e ele perguntar sobre minhas taxas hormonais, especialmente a testosterona.

Eu não tinha ideia até fazer os exames laboratoriais e descobrir que, mesmo com 22 anos, no auge da juventude, meus níveis de testosterona estavam bem abaixo do normal.

E, como eu falei durante o artigo, isso influencia no ganho de massa muscular, na retenção de líquido, entre outras coisas que, mesmo treinando sério, eu não conseguia resolver completamente.

A partir daí parei de usar a pílula e passei a usar apenas camisinha como método contraceptivo.

Mas é óbvio que isso não me deixava completamente segura, até porque nenhum método contraceptivo é 100% eficaz.

Foram longos 7 meses tentando colocar o DIU de cobre, mas hoje posso dizer que valeu muito a pena.

Ah, não confunda DIU de cobre com DIU Hormonal (ou SIU – Sistema Intrauterino).

Ambos impedem a penetração e passagem dos espermatozoides, não permitindo seu encontro com o óvulo. A grande diferença é que o DIU é feito de cobre, um metal, e não possui nenhum tipo de hormônio, enquanto o SIU libera um hormônio dentro do útero.

Além disso, o DIU de cobre dura até 10 anos, enquanto o SIU dura até 5.

Claro que diante dessa vantagem evidente, teria que haver uma série de desvantagens. Pois bem… Demorei alguns meses para encontrar uma médica que aceitasse colocá-lo em mim mesmo que eu não tenha filhos.

Explico: o DIU funciona e deixa de funcionar assim que você o coloca ou tira, respectivamente. Mas como qualquer corpo estranho no seu organismo, pode aumentar a chance de uma infecção no cólo do útero.

Uma infecção, se não tratada, poderia dificultar uma futura gravidez (caso eu quisesse). Mas veja bem, nada disso me impede de ter filhos.

A chance de ter uma infecção é pequena e, mesmo que tivesse, ela não me impediria de engravidar, poderia apenas dificultar o processo (como acontece com o uso de diversos anticoncepcionais via oral).

Mas OK, entendo que o DIU não é muito divulgado porque a indústria farmacêutica deixaria de faturar alguns milhões, já que o DIU, apesar de custar “caro” (paguei 140 reais), dura 10 anos, como falei acima.

Parece que hoje em dia, escolher o contraceptivo que você julga mais adequado para você ainda não é uma opção, haja vista a falta de informação sobre o assunto, e até o número reduzido de médicos que realizam o procedimento de colocação do DIU (e que realizam de forma correta!).

Mesmo depois de encontrar uma profissional (muito cuidadosa, diga-se de passagem), ela ainda tentou me convencer de todas as maneiras a usar outras formas de contracepção.

Mas nenhuma atende minhas necessidades, já que não quero entupir meu corpo de hormônios sintéticos, mesmo que em pequenas doses mensais.

Não quero bloquear a produção natural de hormônios do meu corpo, baixar os níveis de testosterona (que já não são lá essas coisas nas mulheres) e consequentemente dificultar o ganho de massa magra, entre outras muitas coisas que pouco se fala sobre anticoncepcionais…

Depois de muita luta e alguns exames, eis que chega o dia de colocar o DIU. E a surpresa: a Unimed não me permitiu fazer o procedimento.

Eu teria que ir pessoalmente até a rede deles, assinar um termo, eles teriam que aprovar e, depois de alguns dias, se eles permitissem, eu colocaria o DIU.

Optei por pagar pelo procedimento, que custou, ao todo, 740 reais (140 do DIU + mão de obra). Lembrando que não paguei pela consulta, mas apenas pela colocação do dispositivo.

Porém, se você tiver plano, ele é obrigado a cobrir o procedimento ou te reembolsar, segundo Resolução Normativa nº 167 da ANS. 

Para não pagar ou pedir reembolso, eu teria que esperar, no mínimo, mais um mês, já que o DIU tem um período ideal para ser inserido, que é quando você está menstruada ou logo após a menstruação (momento em que o colo do útero está mais dilatado).

Na época, eu havia acabado de “casar” (morar junto) e preferi pagar, pois uma gravidez indesejada me sairia muito mais caro.

Sobre o procedimento em si:

shutterstock_182817461

Sempre ouvi falar que o procedimento para colocar o DIU é doloroso. Claro que a intensidade da dor varia de mulher para mulher, mas pra mim foi bem incômodo.

A dor é como a de uma cólica bem forte, mas a boa notícia é que acaba rápido. Se você acha que não vai aguentar a dor de jeito nenhum, procure um profissional que use anestesia.

Mas é claro que, mesmo com anestesia local, não é confortável ter objetos adentrando seu cólo do útero.

E detalhe: eu assisti a tudo isso, pois um bom médico fará uma histeroscopia (endoscopia do cólo do útero) antes de colocar o DIU.

Horas depois de colocar eu ainda senti um leve incômodo e um pouco de cólica, mas logo no mesmo dia, à noite, já estava bem e até fui treinar normalmente.

Na primeira semana tive um pouco de sangramento, mas isso é normal.

Depois de colocar o DIU: 

Muitas pessoas me disseram que eu iria me arrepender de colocar o DIU. Primeiro porque doeria muito pra colocar. Doeu, mas, sinceramente, foi bem menos pior do que falam por aí.

Segundo, porque depois de colocar o dispositivo, eu sentiria cólicas terríveis. E não, eu não senti.

Mais uma vez: varia de mulher para mulher. Eu nunca tive muitos problemas com cólica, sentia muito raramente e nada demais.

Na primeira menstruação após o DIU, eu senti uma cólica um pouco mais forte que o normal (pra mim) no dia que fiquei menstruada.

E nos dois meses seguintes, senti uma cólica leve, também no primeiro dia da menstruação, mas que, no terceiro mês, foi ainda mais leve que no segundo.

Acredito que, com o tempo, não vou sentir mais nada. Alguns médicos dizem que essa dor pode durar de 3 a 6 meses, outros dizem que pode durar para sempre dependendo da mulher. Como saber? Só colocando e não vivendo a experiência dos outros.

Por último, me diziam que meu fluxo iria aumentar. Também não aumentou. Continuo menstruando o mesmo número de dias e fluxo normal.

Cuidados

shutterstock_189646967

Um mês depois de colocar o DIU fiz ultrassonografia para conferir se estava tudo certo. É essencial fazer isso, pois existe uma pequena chance do seu corpo rejeitar o DIU e então ele ficar na posição errada (e não proteger você!)

Além disso, a partir de agora terei que me consultar com minha ginecologista de 6 em 6 meses e não uma vez por ano como fazia antigamente.

Em compensação, não tenho que me preocupar com horário de tomar pílula e se ninguém falar nada, eu até esqueço que tenho DIU. Não sinto absolutamente nada, nem fazendo sexo. (pergunta bem comum)

O meu modelo é TCu 380A, da CEPEÓ Contraceptivos.

Essa foi uma das decisões mais sábias da minha vida. Aconselho todas as minhas amigas e agora estou aconselhando você.

Mas, por favor, procure por um médico competente, tanto para saber se é o melhor método para você, tanto para o caso de optar por colocar.

Concluindo…

shutterstock_115924651

É inegável que, desde que foram inventadas na década de 1960, as pílulas anticoncepcionais garantiram a nós mulheres maior liberdade sexual.

O controle sobre quando e como ter filhos é uma conquista que permitiu às mulheres assumirem novos papéis na sociedade.

Mas isso não significa que nós tenhamos que arriscar a vida por desconhecer os riscos das diferentes formas de contracepção.

Os prós e contras de cada método precisam ser conhecidos para que a escolha seja consciente e segura.

Drº Barakat fez uma reflexão muito interessante sobre esse tema e eu convido você a refletir também:

“As mulheres até hoje lutam por sua liberdade e igualdade entre os gêneros (e estão certíssimas nesta busca, inclusive), mas entregam tal liberdade e pior, sua saúde, para o anticoncepcional. 

Sim, se tornam escravas deste medicamento e muitas vezes, apenas para agradar seus parceiros que preferem ter relações sem preservativos. 

Primeiro, o preservativo é fundamental, não só pela questão de evitar a gravidez, mas principalmente para evitar as doenças sexualmente transmissíveis. 

Segundo, como você mulher diz se respeitar e lutar pelo seu espaço se deixa sua saúde comprometida apenas para agradar seu namorado? 

Pergunte a qualquer homem se ele está disposto a tomar um medicamento que diminua sua testosterona só para agradar sua parceira? E por que com as mulheres deve ser diferente?

Além disso, eu também vejo muito comodismo de muitos médicos, pois enxergam o anticoncepcional como a forma mais fácil de tratamento, o que é o mesmo do que tampar o sol com a peneira, já que ele não trata nada, só camufla sintomas e problemas que, com certeza, serão desenvolvidos no futuro.”

Portanto, procure um ginecologista que ajude você a escolher a melhor opção para o seu caso.

Mas não se esqueça: o bom profissional deve orientar, e não escolher por você aquilo que é melhor e mais cômodo para ele. Por essas e outras fiz questão de criar minha lista com minhas referências na área da saúde e compartilhar com você.

Agora você tem informação para debater e não aceitar tudo que falam a você como palavra final.

E minha última dica é: não pare de pesquisar, não pare de se informar, e nunca deixe de duvidar.

Não existe verdade absoluta, mas você deve ter intimidade o suficiente com seu corpo para saber o que realmente te faz bem ou mal.

Espero que tenha gostado do artigo e que ele possa te ajudar a (re)tomar o controle do seu corpo e, consequentemente, da sua vida.

Ficou com alguma dúvida ou gostaria de compartilhar sua experiência?

Deixe um comentário logo abaixo. 

E para receber artigos como esse direto na sua caixa de entrada, cadastre seu melhor email logo abaixo. É grátis!

Cadastre seu melhor email e receba gratuitamente as atualizações do Guia da Boa Forma!

Fontes:

» Se você deseja ler outros artigos sobre saúde e qualidade de vida, acesse a página Bem-estar.

  • Mariana

    Excelente artigo!! Vou repensar minha vida toda agora…

    • Que bom que gostou, Mari!

      Qualquer dúvida, fique à vontade para perguntar. Vou ficar feliz se conseguir te ajudar.

      Um beijo!

  • Naide

    Quem é virgem pode usar o DIU?

    • Oi, Naide.

      Não pode. Mulheres que ainda não tiveram relações sexuais não são submetidas a procedimentos que podem ser considerados invasivos. É por isso que certos exames, como o Papanicolau, não são realizados até que ela inicie a vida sexual.

      Recomendo usar camisinha, que aí a mulher fica protegida contra gravidez e doenças sexualmente transmissíveis.

      E procure um bom ginecologista para orientar você tanto antes como depois de iniciar a vida sexual.

      Beijos!

  • Sabrina

    Parabéns pelo artigo, só não concordo com um comentário seu sobre hormônios em frangos, a não ser que esteja falando dos hormônios endógenos, produzidos pelo próprio animal, pois na avicultura industrial NÃO existe o uso de hormônios EXÓGENOS para a engorda dessas aves (maiores informações em sites da área como ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal ou do próprio MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) ou outra fonte confiável. O crescimento acelerado dos frangos se deve a vários fatores como melhoramento genético, nutrição, manejo, ambiência e sanidade, são muitos profissionais envolvidos na cadeia avícola para que possamos consumir uma proteína animal de alta qualidade.

    • Olá, Sabrina.

      Obrigada pelo seu comentário.

      Você tem razão! Vou corrigir. Escrevi hormônios, mas na verdade são os antibióticos utilizados os maiores causadores de problemas.

      O próprio Programa Nacional de Monitoramento da Prevalência e da Resistência Bacteriana em Frango (Prebaf) realizou um estudo com 2.710 amostras de carne de frango e constatou que 98% estavam contaminadas com enterococos e 3% possuíam salmonela.

      Além disso, foram encontrados também elevados percentuais de resistência aos antibióticos. Isso alerta para uma condição de risco à saúde pública, segundo a Anvisa.

  • Katerine Bambeko

    Há 8 anos, mais ou menos desde os 14 anos de idade usava contraceptivo oral, hoje estou com 21 anos e todos essas problemas que o a pílula faz eu senti de perto, e o mais frustante é ir ao ginecologista e perguntar se tem relação de perda de libido com a pílula e ele dizer que não tem a ver, e fora que eu reclamava de falta de lubrificação e muita dor a relação e ele dizer que é normal, além das enxaquecas que busquei a neurologia, dores nas pernas que tive que fazer dopller venoso, mamas endurecidas e doloridas, pele super ressecada que me.levou a dermatologia!
    Mas após buscar alternativa de ir ao endocrinologista para saber o que estava me levando a essas alterações foi que descobri o veneno que é a pílula que está elevando meu SHBG e diminuindo meus níveis de testosterona.
    Então parei de usar a pílula e senti tudo voltando ao normal, até que lendo descobri a vantagem de usar o DIU de cobre, e que o SUS oferecia, e mais tarde descobri que o plano de saúde tambem cobria, mas optei pelo SUS, então fiz os exames que o médico do SUS pediu antes de realizar o procedimento, que foi cultura de urina e o citopatologico de no máximo 6 meses e deram OK. Há 4 meses estou utilizando o DIU de cobre, mesmo com aumento do fluxo e cólicas, não escolheria outro método a não ser esse, pois, tive a volta da libido, não sinto mais enxaquecas, as dores nas pernas acabou, a lubrificação íntima voltou ao normal, e estou me sentindo muito bem agora. Até o meus esposo notou a diferença que o DIU de cobre trouxe e isso até nos aproximou mais, pois ter relação com a pílula era algo doloroso e me deixava muito irritada !!!

    • Uau, Katerine!

      Fiquei arrepiada com seu depoimento, e também muito feliz!

      Eu escrevi esse artigo para que outras mulheres consigam a liberdade que você conseguiu.
      Hormônio sintético nunca foi e nunca será a melhor opção para a nossa saúde.

      Obrigada por compartilhar sua experiência aqui no blog.

      Muita saúde pra vc!

      Beijos!

  • Ana Paula

    Carla adorei seus conhecimentos ! Sempre perguntei minha Gino se faz mal esses remédios e ela sempre disse que não. Quando li isso fiquei de boca aberta. Sou casada mas não quero ter filhos por agora, tenho 22 anos e uso injeção uma vez ao mês desde 15 anos. É gostaria de Saber se a injeção tbm faz tanto mal a saúde … bjs e virei fã.

    • Oi, Ana Paula!

      Fico feliz que tenha gostado.

      Dificilmente um ginecologista vai falar que faz mal, mas se você for a um endocrinologista, com certeza ele vai te falar os malefícios. E acredite, a maioria está na própria bula das pílulas!

      Mas a questão é que é um método prático, barato e lucrativo. O problema que evitamos filhos às custas da nossa saúde. :/

      As injeções também têm hormônios sintéticos. Elas são menos piores e não agridem tanto o fígado porque são aplicadas direto na corrente sanguínea.

      Porém, elas também reduzem o nível de testosterona (que já é baixo nas mulheres), por isso podem comprometer a libido, atrapalhar na hipertrofia muscular, favorecer o acúmulo de gordura e muitos outros problemas, já que a testosterona está relacionada a mais de 200 funções no nosso corpo.

      Os melhores métodos são sem hormônio mesmo. Pra mim, o DIU de cobre foi uma ótima escolha.

      Beijos, espero ter ajudado.

  • Gustavo Vieira

    Carla, vc é muito top nas suas colocações.
    Minha pergunta é a seguinte: Tenho namorada, já cheguei a comentar com ela sobre anticoncepcionais uma vez, falando q n devia ser bom ingerir esses comprimidos, que a longo prazo alguma coisa aconteceria, falei bem superficial, a conversa n foi pra frente. Vc deixou e deixa bem claro nos seus artigos q cada um é cada um e isso é muito importante, vc é atleta e reduzir a testosterona p vc. mesmo q essa redução seja baixa, n é legal p vc. Esse fato foi fundamental pra vc ter optado pelo diu de cobre, a pergunta é a seguinte, vc recomenda e pelos seus estudos, o diu de cobre é a melhor opção pra todo tipo de mulher?, se n for correr risco de vida por exemplo na colocaçao do DIU?

    • Oi, Gustavo!

      Muito legal a preocupação com a sua namorada. 🙂

      Vamos a resposta:

      Sim, eu considero o DIU de cobre a melhor opção para quase todas as mulheres. As exceções são as que têm muitas cólicas e fluxo menstrual muito intenso. Essas devem, primeiramente, entender a causa desses problemas. Digo a causa, pois apesar de serem coisas comuns, não são normais. E em geral o problema é nutricional! Excesso de açúcar, por exemplo, intensifica muito esses sintomas.

      Mas por que eu recomendo para quase todas as mulheres? Porque a testosterona está ligada a mais de 200 funções nosso corpo. Fala-se muito de libido e dificuldade de ganhar massa magra, mas o órgão que mais tem receptores para este hormônio é o coração, em segundo lugar vem o cérebro e em terceiro, os ossos!

      Ou seja: nós mulheres já produzimos pouca testosterona. O anticoncepcional diminui consideravelmente a quantidade de testosterona livre e biodisponível (que é a forma que o corpo usa em todos os processos praticamente).

      Com baixos níveis de testosterona, a mulher fica mais susceptível a doenças cardiovasculares, problemas e alterações na função cerebral e osteoporose, entre outros muitos problemas.

      E sobre o DIU, a colocação não traz riscos à saúde. É um procedimento relativamente simples. Dói um pouco no momento da colocação e nas horas seguintes e em alguns casos pode aumentar um pouco a cólica no período pré-menstrual.

      Eu me adaptei muito bem. Se ninguém falar nada, eu esqueço que tenho DIU.

      Super recomendo!

      Fala para sua namorada dar uma lida no texto.

      Espero ter ajudado.

      Beijos.

      • Gustavo Vieira

        Obrigado pela resposta Carla.
        Ela já leu e tb vai entrar em contato c vc. rs.
        Muito grato!

  • Lisandra Necchi

    O artigo mais esclarecedor que já li até hoje! Explica detalhadamente toda a ação dos anticoncepcionais e suas catástroficas consequências.
    Infelizmente tomei Yasmin por 12 anos ininterruptos, pois tenho SOP e muita acne.
    Mas graças a Deus encontrei um ginecologista ótimo que é totalmente contra AC. Parei há cerca de 2 meses e também vou colocar diu de cobre sem ter tido gravidez. Foi ótimo e tranquilizante ler seu relato.
    Obrigada!

    • Oi, Lisandra! Fico feliz que tenha gostado do artigo.

      O bom é que muitos efeitos e riscos são reversíveis quando a pessoa para de tomar. Mas eu aconselho que você procure um bom endocrinologista para checar suas taxas hormonais. Isso fará muita diferença no processo de readaptação do seu corpo.

      Quanto ao DIU… Eu acredito que o pensamento atrai e eu preferi pensar que os efeitos não seriam tão severos para mim. No dia que coloquei, senti uma dor bem incômoda durante todo o dia, mas resolvi agir sobre ela. Decidi que ia treinar e fui. Quando cheguei na academia até esqueci que havia colocado o DIU!

      Pense no melhor pra você e é exatamente isso que vai acontecer. E no pior das hipóteses, nada que uma compressa de água quente não resolva. 😉

      Beijo grande!

      Parabéns pela sua decisão e que corra tudo bem.

      • Lisandra Necchi

        Muito obrigada pelas dicas para o uso do DIU, Carla!
        Minha mãe também usou por muitos anos e tem uma saúde excelente. Ela disse que uma vez escapou e outra quebrou, mas ela perseverou, colocou novamente e deu tudo certo. Podemos superar um pouco de incômodo pela nossa saúde.
        Meu próprio ginecologista por ser médico funcional também já solicitou todos os exames para checar os hormônios. Ainda estou aguardando os resultados, mas ele já me receitou um creme de uso tópico com progesterona bioidentica.
        Depois que colocar o DIU e souber dos resultados dos exames, volto pra dar meu depoimento.
        Abraço!

        • Por mais médicos como o seu!

          Volte sim, vai ser ótimo ter outras experiências compartilhadas aqui.

          Beijão!

        • Jeanne Fuchter

          Boa noite Lisandra.
          Vi seu comentário e fiquei muito interessada (estou buscando desesperadamente por uma solução). Tenho um ovário só e ele foi diagnosticado com SOP. Meu médico ministrou anticoncepcional para “tratar”, mas eu simplesmente não SUPORTO tomar. Por isso gostaria de te perguntar: em qual médico você está indo? Como curou a SOP? Tenho medo de parar o comprimido e perder este único ovário que tenho (já retirei um), ocasionando infertilidade. Agradeço desde já.

          • Lisandra Necchi

            Olá Jeanne! Eu tomei AC por 12 anos seguidos, e estava com fadiga crônica! Vivia cansada e tudo que eu precisava fazer como trabalhar, treinar, afazeres domésticos pareciam um martírio, não tinha ânimo para nada!
            Nunca imaginei que a causa pudesse ser o AC, que desregula todos os nossos hormônios essenciais para nossa saúde. Parei há cerca de 3 meses e voltei a ser quem eu era, uma pessoa disposta e animada.

            Enfim, estou fazendo acompanhamento médico para checagem dos hormônios, fiz os exames mas ainda não retornei ao meu ginecologista. Ele se chama Marcelo Alexandre de Matos, atende aqui na minha cidade, São José do Rio Preto/SP. Esse é o site da clínica dele: http://equilibriumfuncional.com/quemsomos.html
            Foi o 1º médico que conheci que é contra a pílula. Hoje todos os ginecologistas nos empurram esse veneno.

            Por enquanto estou apenas repondo progesterona com um creme contendo o hormônio bioidêntico de uso tópico. Quanto ao tratamento da SOP ele ainda não me passou nada específico.

            Eu já li artigos que recomendam baixa ingestão de carboidratos pois a SOP está relacionada à resistência a insulina, estou tentando fazer uma dieta “low carb”, mas confesso que é bem difícil… rsrs

            Eu não sei se a causa da sua retirada de um ovário tenha sido a SOP, não sabia que era assim tão grave. Mas na próxima consulta vou me informar melhor. Procure um bom médico para lhe tratar.

            Espero que tenha lhe ajudado!

            Abraço!

    • Gabriella Martos

      Lisandra como você fez para controlar a acne? Faço uso do Elani Ciclo já a tres anos, gostaria de interromper o uso.

      • Lisandra Necchi

        Gabriella, eu tomei Yasmin desde os 17 anos, durante 12 anos. Também já fiz tratamento com Roacutan.
        Hoje tenho 29 anos e interrompi o uso de anticoncepcional. A pele piorou um pouco, mas estou tentando controlar mais a alimentação evitando gordura e açúcar, que pioram a SOP. Além de tentar deixar a pele sempre limpa e cuidada com produtos tópicos que o dermatologista indica.
        Espero ter ajudado!

  • Oi Carla.

    Você poderia escrever sobre um assunto polêmico nas redes sociais: O exercício na gravidez.

    http://gnt.globo.com/maes-e-filhos/materias/exercicios-na-gravidez-obstetra-explica-que-e-possivel-manter-barriga-sarada-na-gestacao.htmt

    • Oi, Matthaeus

      Realmente, é um assunto bem polêmico.

      Minha objeção em escrever sobre ele é o fato de eu não ser mãe. O que eu penso em fazer é entrevistar alguma ou algumas mulheres que engravidaram e continuaram fazendo exercícios na gravidez, algo totalmente normal e saudável quando você já praticava exercícios antes de engravidar, salvo exceções, como gravidez de alto risco.

      Obrigada pela sugestão.

      Beijos.

  • Patrícia Souza

    Caramba, Carla. outro texto muito bom e esclarecedor. Complementando o assunto com a minha experiência, eu usei a pilula também por 4 anos consecutivos e decidi parar pq comecei a sentir um tpm descontrolada e cólica muito forte, além de palpitação e alteração de humor muito forte. Como vc diz no texto, eu me sentia como imagino que seja uma mulher na menopausa. Parei com a pilula e os sintomas simplesmente desapareceram… SIMPLESMENTE… Tudo mudou e pra melhor, a própria menstruação está muito mais saudável do que era aquele sangramento quando eu tomava pílula. Mais uma coisa que nos convencem a consumir para terem mais controle da gente….

    • Oi, Patrícia. Obrigada por dividir sua experiência!

      Muitas mulheres têm dificuldade em parar de tomar a pílula porque só conseguem assimilar os benefícios (evitar a gravidez, claro, e diminuição da acne, cólica). Porém, perto dos danos que os anticoncepcionais podem causar, esses “benefícios” simplesmente não vale a pena.

      Muita saúde para você. Parabéns pela decisão de parar de tomar. 🙂

      Beijos.

  • Ana Paula

    Oi Carla Bom dia, li todo artigo e fiquei meio preocupada fui casada durante 5 anos e usei injeção trimestral e anticoncepcional durante todo esse tempo, tive vários problemas com o intestino dificuldade para ir ao banheiro dores na barriga do lado desconforto na relação sexual etc… Gostaria de saber se esses sintomas podem ter relação com os anticoncepcional também. Pois cheguei a procurar médicos e fazer vários exames para saber o porque das minhas dores e a dificuldade de ir ao banheiro pois não foi me dado nenhum diagnóstico claro somente que era fata de líquido (água), verduras, frutas etc…

    Pois Após me separar, fiquei um bom tempo sem tomar anticoncepcional, as dores pararam tive mais prazer na vida sexual, comecei a ir mais vezes ao dia ao banheiro e me senti melhor, estou namorando a 6 meses e é um relacionamento maravilhoso na vida sexual, mas exatamente a 1 mês voltei a tomar anticoncepcional (DIMINUTI), e a dois dias atrás senti umas pontadas muito forte do lado da minha barriga que não parava de jeito nenhum, apenas quando fui dormir no outro dia levantei melhor e sem dor, e também a dois dias que não consigo ir ao banheiro normal.

    Por favor, pode ter algo haver com o anticoncepcional???

    Obrigado bjo.

    • Oi, Ana Paula. Olha, em nenhuma das minhas pesquisas eu encontrei relação entre o uso de anticoncepcionais e os sintomas que você descreveu, com exceção do desconforto na relação sexual. Como o anticoncepcional diminui a libido, a lubrificação também fica comprometida e então a mulher pode sentir bastante incômodo nas relações.

      Mas têm dois pontos que devem ser levados em consideração:

      1) O estômago é um órgão bem delicado. Nele, existe um equilíbrio entre microorganismos e leveduras que ajudam na digestão dos alimentos, que pode ser alterado com as mudanças hormonais que a pílula causa.

      O estrogênio sintético da pílula promove o crescimento de leveduras, e uma prova disso é a quantidade de mulheres que têm infecções urinárias e fungais enquanto tomam a pílula.

      Então, talvez, a injeção anticoncepcional seja responsável por isso.

      2) Você mesma observou que os sintomas desapareceram assim que você parou de tomar. Ninguém melhor que você mesma para avaliar o que vale a pena ou não para o seu corpo.

      Muitas mulheres tomam pílulas durante anos e não sentem absolutamente nada (aparentemente), mas por dentro estão tendo sua saúde esgotada.

      Acho que você deve ouvir os sinais que o seu corpo está te dando.

      Agora, algo que você também pode observar é a sua relação com o glúten. Todos esses sintomas que você expôs são comuns aos intolerantes. Não sei como foi sua alimentação no período sem anticoncepcional, então é apenas um palpite, ok?

      Recomendo a leitura do artigo sobre glúten para você tirar suas próprias conclusões.

      Espero ter ajudado.

      Beijos!

  • Ana Carolina

    Carla, usei anticoncepcional por 18 anos mas parei há 2 semanas.
    Ainda não percebi nenhuma alteração no meu organismo, então gostaria de saber: Após quanto tempo você percebeu alguma mudança no seu corpo?

    • Oi, Ana. Nossa, você usou por bastante tempo!

      Pode demorar alguns meses, como até mais de um ano. :/

      Sugiro que você procure um ótimo endocrinologista para ver como estão suas taxas hormonais. Se for o caso, talvez ele ou ela passe hormônio bioidênticos para acertar os níveis, então será mais fácil ver diferenças em seu corpo e sua saúde em menos tempo.

      Espero ter ajudado.
      Beijos!

      • Ana Carolina

        Muito obrigada Carla!!
        Já marquei o endocrinologista!!

  • Letícia Freitas

    Gente por favor me ajudem. Tenho Síndrome dos Ovários policisticos, minha ginecologista me passa diversos anticoncepcionais e a maioria acaba comigo. Esse artigo abriu muito a minha mente e estou preocupada quero parar com a pílula!

    • Oi, Letícia

      Sugiro dois caminhos para você: procurar por um bom endocrinologista ou por um ginecologista funcional.

      Ambos vão poder auxiliar você de uma forma mais holística e pensando em longo prazo.

      Fico feliz que o artigo tenha aberto sua mente.

      O segundo passo é agir, não deixe de fazer isso por você mesma!

      Espero ter ajudado.

      Beijos e dê notícias.

  • Léa Fantin Amaral

    Carla, boa noite,
    Adorei a abordagem ao tema.
    Fui diagnosticada com SOP há uns 10 anos atrás. Nesse momento passei a utilizar Anticoncepcional oral e realmente meus sintomas da TPM, acne etc, etc melhoraram bastante. Entretanto, recentemente tive conhecimento de 2 pessoas que tiveram trombose cerebral e 1 delas veio a falecer o que me deixou muito sensibilizada para a descontinuidade da utilização do AC (YAZ), mesmo porque tenho histórico na família de trombose.
    Isso aconteceu há pouco mais de 1 mês. Durante esse mês senti uma melhora muito grande na minha qualidade de vida mesmo sem ter sido a intenção como qualidade do sono, da ansiedade, libido, menos dor nas pernas. Entretanto, na menstruação tive uma cólica infernal e percebi que engordei sensivelmente mesmo fazendo MUITO exercício físico, pilates e dieta bem mais controlada do que sempre fiz. Aí então resolvi procurar o que poderia ser na internet e lembrei do fato de ter sido diagnosticada com SOP e que isso poderia estar causando um descontrole hormonal.Acho que isso é um grande Tabu dentro da ginecologia e queria saber se você tem algum bom profissional (endocrino ou ginecologista funcional) para me indicar em Belo Horizonte.

    • Oi, Léa, tudo bem?

      Obrigada pelo seu comentário e por compartilhar sua experiência.

      Eu não conheço pessoalmente, mas recentemente descobri uma planilha colaborativa com ginecologistas naturalistas, feministas e gay friendly.

      Vale a pena você dar uma olhada. Cada página é referente a um estado e vi que têm várias opções em Minas Gerais.

      Você pode acessar por este link.

      Espero que encontre um excelente profissional para orientar você.

      Enquanto isso, sugiro a leitura deste artigo sobre como aliviar sintomas de TPM sem usar remédios.

      Beijos.

  • Andrea Lima

    Estou pensando em trocar de método pois minha TPM anda muito forte. Uma amiga me indicou a injeção Cyclofemina, disse que pra ela funciona muito bem. Não teve nenhum efeito colateral e ainda melhorou a TPM. Como vou saber que será uma boa opção pra mim? Pesquisei informações sobre ela aqui http://cyclofemina.com.br/. Vcs sabem se é boa mesmo?

    • Oi, Andrea, tudo bem?

      As injeções também têm hormônios sintéticos. Elas são menos piores e não agridem tanto o fígado porque são aplicadas direto na corrente sanguínea, ao contrários os anticoncepcionais orais.

      Porém, elas também reduzem o nível de testosterona (que já é baixo nas mulheres), por isso podem comprometer a libido, atrapalhar na hipertrofia muscular, favorecer o acúmulo de gordura e muitos outros problemas, já que a testosterona está relacionada a mais de 200 funções no nosso corpo.

      Ou seja, não ter nenhum efeito colateral aparente não quer dizer que seu corpo não esteja sofrendo com o uso daquele remédio/substância.

      Recomendo a leitura deste artigo sobre como aliviar sintomas da TPM sem usar remédios.

      Espero ter ajudado.

      Beijos.

  • Paula Oliveira

    olá, Carla tudo bem? deixei de usar anticoncepcional ha mais ou menos 8 meses por perceber que estava prejudicando minha libido, só que sempre tive problemas com acnes e depois que deixei de tomar o remédio o problema aumentou bastante. Procurei uma dermatologista e a primeira coisa que ela me orientou foi procurar uma ginecologista para passar um novo anticoncepcional, só que não quero voltar a tomar o remédio, pois sei o quanto estava me prejudicando – com todas essas informações do artigo quero menos ainda -. Pensei no diu de cobre, mas escuto todas essas coisas que você tbm escutou e fico com receio, principalmente por minha menstruação ser forte e sentir cólicas. No meu caso o que você me orienta a fazer.

    • Oi, Paula, tudo bem?

      Eu recomendo que você vá na causa do problema. Você pode ter acne por causa de questões hormonais (procura um endocrinologista) e/ou pelo consumo de alimentos alergênicos, como glúten ou lactose (nutricionista funcional). Esses são dois fatores muito comuns, mas existem outros.

      Fico feliz que você tenha decidido não tomar o anticoncepcional. Ele não deveria ser prescrito como tratamento para doenças ou problemas de pele, simplesmente porque não cura nada, só camufla os sintomas.

      Recomendo que você procure médicos funcionais, que trabalham com medicina integrativa. Esses profissionais NÃO vão entupir você de remédios, enriquecer a indústria alimentícia e se esforçar apenas em atender mais pacientes em menos tempo. Infelizmente, a maioria ainda age assim, sem analisar o estilo de vida e a saúde mental das pessoas.

      O único jeito de saber se o DIU de cobre aumentaria sua cólica e seu fluxo é testando. Pode aumentar como também pode não aumentar. De qualquer forma, se você não quer correr o risco, poderia usar alguma dessas opções sem hormônios sintéticos e ir cuidando dos seus sintomas de TPM e também da acne na raiz desses problemas. Ou seja, melhorando sua alimentação e seus hábitos de vida.

      Dá uma lida nesse texto sobre como eliminar sintomas de TPM sem remédios, acho que pode te ajudar enquanto você não encontra um bom profissional para te orientar individualmente.

      Beijos!

      • Paula Oliveira

        Muito obrigada, Carol pelas informações. Sem querer cair em seu site e essa coincidência foi de grande importância para mim, seguirei seus conselhos e, com certeza, ganhou mais uma admiradora.
        bjs, fica com Deus!

        Em 13 de junho de 2016 13:30, Disqus escreveu:

  • Denise Arnoldi

    Oi Carla, antes de mais nada, gostaria de parabenizá-la por esse excelente texto. Você conseguiu sintetizar tudo de uma maneira simples e fácil de entender.

    • Que maravilha, Denise! Fico muito feliz por você e agradeço por compartilhar sua experiência.

      Com certeza ela irá influenciar positivamente outras pessoas.

      É engraçado que quando os sintomas não são físicos, normalmente demoramos a associá-los com o uso do anticoncepcional, que nada mais é que hormônio sintético. Poucas coisas podem mudar tanto nosso humor quanto eles.

      E na verdade, a ausência sintomas não significa que o corpo não esteja sofrendo de alguma forma.

      Que mais mulheres se libertem dessa falsa liberdade que os anticoncepcionais trazem.

      Beijos!

  • Renata Melo

    Oii Carla. Mais uma vez arrasando e abrindo nossos olhos com mais um artigo espetacular. Parabéns !!
    Então, fui diagnosticada com SOP há mais ou menos 3 anos. Tenho 24. Porém, a ginecologista só levou em conta a transvaginal. O motivo da minha consulta na época, foi a ausência da menstruação por quase 3 meses. Até então eu n tomava pílula, só usava a camisinha como contraceptivo.
    A minha pergunta é: Existe algum método ou forma de regular a minha menstruação ?! Nunca gostei de tomar anticoncepcional, sempre achei uma bomba relógio .
    Só que se eu parar de tomar, fico sem menstruar ee isso tbm n deve ser muito bom, e tenho um grau de dificuldade muuito grande pra engravidar. Se eu parasse de tomar e menstruasse normalmente, usaria somente a camisinha como método. O que você me indica ? Tem alguma sugestão do que eu deva fazer ?
    Não quero mais tomar essas doses diárias de veneno :S

    • Oi, Renata, tudo bem?

      Acho que você precisa procurar um endocrinologista para checar suas taxas hormonais e/ou um ginecologista funcional, que ofereça alternativas além do anticoncepcional. Em alguns casos, é recomendado o uso de progesterona bioidêntica para regular as taxas de estrogênio.

      Não sei como é sua alimentação, mas boa parte dos casos de SOP está relacionada com a resistência à insulina. Se sua alimentação for rica em carboidratos, talvez seja interessante adotar uma alimentação low carb (baixo carbo) para ver como seu corpo reage.

      Nesse caso, vale a pena procurar um nutricionista que siga uma linha low carb/paleo. 😉

      • Renata Melo

        Hummm.. entendi.
        Sempre gostei muito de doce e como desde sempre.
        Situação dificil, já que procuro sempre comer coisas com carbo alto pra ganhar peso . Mas vou me consultar com um endócrino pra ver oq faço. Obrigado mais uma vez Carla

  • Fabíola Fialho

    Olá, obrigada pelo artigo! Tomo anticoncepcional há uns 15 anos, hoje tenho 32 e experimentei parar. Fiquei 6 meses “limpa”, mas minha pele ficou simplesmente um horror. Já previa alguma alteração, me consultei e acabei voltando a tomar, dessa vez o Elani 28 (nunca havia deixado de menstruar, mas não vou mentir que a ideia me agradou. A gine própria- que me passou muita confiança- não menstrua, e me esclareceu que. os efeitos não são muito diferentes). Enfim, espero me adaptar a esse e não tenha alterações no humor e outros efeitos, quando resolvi parar de tomar tive inclusive tive orientação médica, pois estava com depressão leve. Perguntei à gine se essa questão de espinhas com o tempo melhoraria, ela disse que sim, mas eu teria que viver na manutenção de produtos específicos, etc (detalhe, não tenho SOP)…infelizmente virei escravinha de pílula, acredito que meu corpo não funcione adequadamente sozinho. Apesar de sim, ser desconfortável e antiestético, acne não é uma bobagem, é um sinal de desequilíbrio. Obs.: minha alimentação, sobretudo nesse período sem pílula, nunca esteve tão natural, pouco açúcar e laticínios quase zero, sou “quase” vegetariana (perdi 11% de gordura nesse semestre)…tenho feito exercícios com muita regularidade, então em questão de hábitos, não tinha mais pra onde correr :/ Sem falar que tenho pavor de engravidar, então mesmo não sendo 100%, é uma proteção a mais…pra mim, muito infelizmente, não vejo outra opção como a pílula. Nunca fumei e procuro levar um estilo de vida saudável, o jeito é tenta minimizar os riscos de outras formas. Lendo este artigo, percebo que a minha “sorte” é não querer aumentar muito massa magra, no máximo ficar “magra fitness”. Acho uma lástima condicionarmos nosso corpo desde adolescente a pílula, e na primeira consulta ao gine, o mais comum é já sair de lá com a indicação…acredito que deveria haver mais cuidado com isso. Foi só um desabafo rs, obrigada pelas matérias, sempre ótimas! 🙂

    • Oi, Fabíola, tudo bem?

      Olha, você usou pílula por muito tempo e em todos esses anos atrofiou a capacidade do seu corpo de produzir os próprios hormônios. Ele com certeza voltaria a fazer isso, mas às vezes leva um tempo até tudo se regularizar. Seis meses pode ter sido pouco para o seu organismo.

      O que eu sempre aconselho às meninas, especialmente as quem têm problema de acne após parar de tomar, é procurar por um bom endocrinologista. Acertando a parte hormonal e nutricional, com certeza sua pele responderia bem. Não sei exatamente como era sua alimentação, mas às vezes a retirada do glúten e/ou lactose ameniza ou até resolve o problema da acne, já que são alimentos inflamatórios.

      Parece que você ainda pensa em parar de tomar, mas tem medo das consequências. A verdade é que toda escolha tem seus prós e seus contras. Se você focar nos benefícios que estará fazendo por você e pela sua saúde, será mais fácil superar os possíveis problemas ao parar de tomar.

      Ah, vale a pena procurar também por um ou uma ginecologista funcional, que trabalhe com outros métodos contraceptivos.

      Espero ter ajudado.

      Beijos.

  • yara santos

    Olá Carla! Depois que parou de usar o anticoncepcional, viu diferença na questão ganho de massa magra? Fiz exames hormonais semana passada e minha testosterona, estradiol, progesterone e tsh estão incrivelmente baixos. Testosterona quase zerada. Uso antic há 8 anos e de 2 pra cá já sabia que ele não estava me fazendo bem, mas como ele ajuda em outras questões como pele e menos fluxo e cólica menstrual, relutei em parar. Mas agora definitivamente não dá mais. Meu libido está zerado, sinto caloroes igual mulher na menopausa, meu cortisol está nas alturas e meu nível de stress você bem imagina. Faço musculação há 3 anos, sou nutricionista e minha alimentação é ótima. Meu corpo é outro depois da musculação, mas comecei a notar uma certa dificuldade em ganhar massa magra também. Mesmo me alimentando bem e treinando bem. Decidi fazer os exames e não deu outra. Tudo alterado. Vou marcar uma gineco semana que vem e pretendo usar o diu de cobre também.

    • Oi, Yara, tudo bem?

      Senti diferença no ganho de massa magra sim, e também senti diferença na qualidade muscular.

      Antes, se eu ficasse alguns dias sem treinar, “murchava” rapidamente. Hoje em dia não. Mas a alimentação low carb também influenciou bastante.

      O DIU de cobre foi uma das melhores decisões que tomei.

      Se você colocar e tiver problemas com cólica, recomendo que conheça o óleo de prímula. Ele diminui consideravelmente os sintomas da TPM, incluindo o desconforto da cólica. 🙂

      Espero ter ajudado.

      Beijos.

  • Carolina Leandro

    Oi Carla! Parei de tomar anticoncepcional há 2 semanas pois tomei por 10 anos, estava quase voltando há tomar por conta do risco de gravidez e ausência da menstruação e tpm(pois tomava contínuo e não tinha nem menstruação e nem TPM). Porém li esse artigo e não quero voltar. Já sou casada, e eu particularmente não me adapto mais com a camisinha, e nos outros métodos a maioria é a mulher que tem que se “proteger”. Mas com o esclarecimento do DIU de cobre fiquei mais animada e estou querendo marcar a ginecologista para ver a possibilidade de colocar, mesmo tendo em mente que a menstruação e as cólicas podem voltar. Minha dúvida é, eu ainda não decidi sobre ter filhos, e todos falam que quanto mais o tempo passa menos chance tem de conseguir engravidar. Eu colocando o diu de cobre hoje, e querendo engravidar daqui há 2 anos por exemplo, na retirada, o corpo pode ter dificuldades de voltar a ser fertil? Ou pode ser instantaneo, após retirar o meu corpo já entende que estou fertil? Pergunto isso pois sempre falam que quando vc para de tomar a pilula por exemplo, demora mais tempo pra conseguir engravidar. Um beijo!

    • Oi, Carol, tudo bem? Fico feliz que tenha decidido mudar seu método contraceptivo, de verdade. 🙂

      Assim que você tirar o DIU de cobre, poderá engravidar novamente.

      O anticoncepcional oral pode comprometer a produção natural de hormônios de uma mulher por meses ou até anos, por isso algumas demoram a engravidar depois que param de tomar.

      Pode ficar tranquila, pois o DIU de cobre é um dispositivo sem hormônios sintéticos e isso não irá acontecer.

      Beijos.

  • Solange Moura

    Olá, em qual clínica e com qual médico você fez a colocação do DIU de cobre? Sem plano você acha mais simples aceitarem uma jovem fazer a colocação do dispositivo?
    Obrigada!

    • Oi, Solange. Eu coloquei com a Drª. Fernanda Baleeiro. Fica no bairro do Flamengo, o telefone de lá é (21) 2557-7485.

      Acredito que, se você não depender do plano, terá mais opções de médicos que colocam o DIU. Mas em relação a aceitarem ou não, não faz diferença.

      De nada, beijos e boa sorte!

  • Lucélia

    Olá, Carla, tudo bem? Adoro demais sua página!! Eu já a consultava para ter mais informações a respeito de alimentação e atividade física. Para minha surpresa, pesquisando sobre pílulas anticoncepcionais, pois estou querendo parar de usar, encontrei esse artigo maravilhoso! Eu utilizo anticoncepcional há bastantes anos, desde a adolescência, pois eu sofria muito com cólicas menstruais e fluxo intenso. Chegava a me agachar no chão de tanta dor em alguns momentos. HOje tenho 33 anos, então já posso somar bons anos. Mas acontece que conheci e comecei a fazer lowcarb há um ano e acho meio incoerente optar por me alimentar de forma mais natural possível e continuar enchendo o corpo de hormônios sintéticos. Seu post me deixou mais tranquila ainda, pois pode ser que meu desconforto com a menstruação também se dava pela minha alimentação equivocada. Só que gostaria de poder parar de tomar a pílula contando com o apoio de um profissional (ainda estou na busca). Bem, mas gostaria de saber o seguinte: eu vi que tem um artigo sobre TPM (já vou ler), mas como vc lida com tudo? Usa absorvente, aqueles copinhos, como é? Desculpe-me se já respondeu isso alguém, mas rolei por alguns comentários e não encontrei. Beijos, obrigada! 😀

  • Maiara Fagner Nascimento

    Fui ao!ginecologista e pedi um anticoncepcional com menos hormônios, eu tomava o Selene, então ele me deu o Yas, quase me matei, me deu uma depressão horrível e todos os outros efeitos colaterais da bula. Voltei para o Sele que em cinco anos o pior efeito que vejo é nos vasinhos que estão em maior quantidade. Mas uma pergunta: esse diu de cobre só impede o espermatozoide de encontrar o óvulo, ou ele “mata” o óvulo fecundado?

  • Isabela Sampaio Rockenbach

    Nossa tudo isso me caiu como uma luva, já havia decidido a parar de tomar o Anticoncepcional e só utilizar a camisinha, mas vou ver a possibilidade de colocar o DIU de cobre.Tomo anticoncepcional a 10 anos e não tenho praticamente nada de testosterona. Obrigada por todo este esclarecimento e dedicar seu tempo para ajudar e informar as pessoas! Que DEUS te abençoe!

  • Betina

    Olá Carla, li o seu artigo e gostei muito, tenho 18 anos e estou preste a ir ao ginecologista para falar sobre minha saúde ginecológica e ver outro método contraceptivo além da camisinha, a questão é que estava meio receosa em relação a indicação do anticoncepcional por várias coisas ruins que já me falaram em relação a ele , e lendo seu artigo só confirmou ainda mais sobre meu receio. Minha pergunta é como sou nova e arressem fiz 18 anos, teria mal se eu optasse por usar o Diu ao invés do anticoncepcional ? Será que a ginecologista que vou consultar semana que vem acharia o DIU viável na minha idade? Não sei se a idade tem haver por isso gostaria que tu me respondesse essa dúvida. Principalmente também na questão de engordar e não conseguir perder peso, pois faço ballet sou magra e não gostaria de abalar minha saúde física com esses hormônios sintéticos. Bom é essa minha dúvida bjs amei o artigo!

  • Bianca

    tomei anticoncepcionais por 2 anos, felizmente larguei há 5 anos, após o nascimento da minha filha. O método que utilizo é o coito interrompido, excelente! nunca engravidei em quatro anos. Podem creer não engravida, e com o tempo acostuma. Para mim o melhor método que conheço.

  • julie

    Fico um tanto chateada porque tem vários sites aterrorizando mulheres sobre a pílula. Eu parei engordei quinze kilos ferrei minha pele e agora tô deprimida!!! Crises de ansiedade ondas de calor insônia. Aí me falavam de várias dietas de que eu tava fazendo isso e aquilo errado. Depois de mais de ano eu voltei e minha vida melhorou. Sim os sintomas são chatos mas poxa vida não é simplesmente falar pare. Há benefícios sim! Pra quem tem sop e é obesa tem sim. Eu não conseguia mais me exercitar da fadiga. Mais de um ano depois tenho que tentar corrigir tudo que ferrou só porque resolvi ouvir um monte de sites falando que eu ia morrer se continuasse tomando. Até hoje tenho raiva disse!

  • laila

    Você emagreceu quando parou com o anticoncepcional?